ANDADOR

O andador é um recurso muito utilizado pelos pais em nosso país. Porém, ele pode ser bastante perigoso, como foi enfatizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a qual encabeçou a campanha contra o seu uso e a proibição nas creches e escolas.

Este “recurso” é visto como um facilitador no cuidado dos bebês, naquela fase em que estão explorando os objetos e aprendendo a andar e engatinhar.

Algumas pessoas acreditam também que a criança se exercita melhor com o andador e que há menor risco de queda com o seu uso.

Porém, estudos mostram que o andador é bastante perigoso, sendo responsável por diversos casos de traumatismo craniano.

Considerando que um bebê não tem como entender os riscos que corre, é muito provável que ele irá correr em seu andador, tornando ainda maior a chance de queda.

Além disso, há um atraso no desenvolvimento psicomotor da criança, que levará mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio com o uso do andador. A criança que o utiliza também engatinhará menos.

A atividade física com o andador é menor, pois a criança precisa de menor esforço para andar com ele do que tentando alcançar um objeto distante sem ele.

Outra preocupação é o vício de postura adquirido pela criança que utiliza o andador por longo período: por não alcançar totalmente o chão ao sentar no andador, o bebê usa a ponta dos pés para se locomover. Com o tempo, acostuma-se com este andar e mesmo após aprender a andar por conta própria, mantém esta postura de “bailarina”.

Diante de tantas evidências negativas, o uso do andador é contraindicado sempre e em qualquer situação.

 

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel

Pediatra pela SBP

CRM: 104.671