Fraturas na infância

Os ossos da criança possuem diferenças em relação aos dos adultos, como maior elasticidade, maior porosidade, maior resistência da camada externa e maior capacidade de formação. Além disso, a criança possui cartilagens de crescimento (que normalmente ficam nas extremidades dos ossos longos).

Isto tudo traz algumas vantagens às crianças: maior dificuldade de ocorrer fraturas, maior frequência de fraturas mais simples, melhor e mais rápida recuperação de fraturas.

Por outro lado, pode haver uma desvantagem importante: se houver fratura no local da cartilagem de crescimento, pode haver deformidades.

Nem sempre é necessário uma grande queda ou trauma para que ocorra uma fratura; em muitos casos é a forma como ocorreu a queda ou o trauma que importa mais.

O principal sinal de uma fratura é a dor logo após a queda/ trauma, e que piora com o movimento ou quando o local é tocado.

A primeira providência é imobilizar o membro fraturado para diminuir a dor e não agravar a fratura, e na posição em que estiver, sem tentar alinhá-lo. Se houver ferimento, este deverá ser lavado. A criança deverá ser avaliada pelo especialista, que irá realizar a imobilização adequada, com tala gessada ou gesso, que permanecem por algumas semanas (dependendo do local e tipo da fratura); em alguns casos, é necessário redução (alinhamento) da fratura em centro cirúrgico, ou até mesmo fixação cirúrgica.

Ao fim do tratamento, uma radiografia pode ser feita para confirmar a consolidação. Na maioria das crianças, não há necessidade de tratamento com fisioterapia após a retirada do gesso, devido à facilidade de recuperação natural da criança.