GRIPE SUÍNA

Esta doença que está causando tanta repercussão no mundo todo, foi chamada popularmente de "gripe do porco" ou "gripe suína". O termo utilizado pela Organização Mundial de Saúde é Influenza A /H1N1.

Esta doença é uma infecção humana pelo vírus Influenza A (H1N1), um novo subtipo de vírus, resultante de uma modificação genética de um vírus de origem suína.

A transmissão ocorre, de uma pessoa a outra, por meio de gotículas de saliva, através da tosse ou espirros. Pode ocorrer também por fluidos corporais de pessoas infectadas (sangue, etc).

Não há evidência de transmissão por meio da ingestão de carne suína e seus derivados.

Estima-se que o período de incubação,ou seja, o tempo entre o contato e o aparecimento da doença, seja entre 1 a 7 dias. E o período de transmissão é calculado em cerca de 5 a 10 dias após o início dos sintomas.

Os sinais e sintomas desta infecção ainda são incertos, mas aparentemente são semelhantes aos da gripe e incluem febre, tosse, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, dor no corpo. Algumas pessoas apresentam também náuseas, vômitos e diarréia.

Como complicações, pode haver sinusite, infecção de ouvido e pneumonia.

O diagnóstico pode ser confirmado por exame laboratorial, que deverá ser realizado apenas no Laboratório de Referência - Instituto Adolfo Lutz (SP).

Quanto ao tratamento, a recomendação da OMS é o uso com critério da medicação específica, que é o Oseltamivir (Tamiflu®). Este será usado em pacientes hospitalizados, que preencham os critérios recomendados.

Ainda não há uma vacina específica para esse novo vírus.

Como medidas gerais de prevenção podemos citar as seguintes orientações:

• lavar as mãos com água e sabonete antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz e após tossir, espirrar ou usar o banheiro;

• evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;

• proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar;

• indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem evitar entrar em contato com outras pessoas suscetíveis. Caso não seja possível, usar máscaras;

• indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem evitar aglomerações e ambientes fechados;

• manter os ambientes ventilados;

• indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem ficar em repouso, utilizar alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos.

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel

Pediatra

CRM: 104.671