Julho Verde – Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço

A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer. E apóia a campanha da Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), que tem por iniciativa estimular a prevenção “boca a boca”, sendo a boca um dos alvos da doença.

Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.

O câncer de boca, laringe e demais sítios é hoje o segundo mais frequente entre os homens, atrás somente do câncer de próstata. Nas mulheres, prepondera o câncer da tireoide, sendo o quinto mais comum entre elas.

• Papilomavírus (HPV)

A infecção pelo HPV é um importante fator de desenvolvimento do câncer de faringe, e tem contribuído para o aumento na incidência desta doença.

Uma das formas de contágio por essa infecção é por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais

São cerca de 41 mil novos casos anualmente, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Trabalhos brasileiros demonstram que cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca.

• Tabagismo/ Etilismo

Fumantes e pessoas que fazem uso frequente de bebidas alcoólicas tem maior chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Porém é cada vez mais frequente o diagnóstico da doença em indivíduos jovens (menores que 45 anos), sem a exposição a estes fatores, com tumores originados pelo HPV.

• Prevenção

Alimentação saudável, prática de exercícios físicos, boa higiene pessoal, cuidados com exposição solar, não fumar, consumir bebida alcoólica de forma moderada, assim como mater relações sexuais com preservativos contribuem muito na prevenção deste tipo de câncer.

• Diagnóstico
Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.

Procure um médico se notar feridas na boca ou na pele que não cicatrizam, mau hálito frequente, garganta irritada, dificuldade para mastigar ou engolir e rouquidão por mais de 2 semanas.

 

Dra Flavia Renata Topciu – CRM 121.925

Geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Especialista em Cuidados Paliativos pela Associação Médica Brasileira