SARAMPO

Por um período, o sarampo foi considerado eliminado do Brasil e das Américas, mas nos últimos anos reapareceu em nosso país e em outros também.

O sarampo é uma doença causada por um vírus, que é bastante transmissível e contagioso, através de gotículas e secreções de boca e nariz, expelidas pela tosse, espirro, fala e respiração.

O intervalo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas é em torno de 10 dias. Mesmo antes de a pessoa apresentar os sintomas da doença, ela já pode transmitir o vírus para outra pessoa.

O quadro clínico inicia-se com sintomas semelhantes a um quadro gripal: febre, tosse, “nariz escorrendo” (coriza) e conjuntivite. Podem haver manchas esbranquiçadas dentro da boca, na parte interna das bochechas, que são chamadas de manchas ou sinal de Koplik. Estes sintomas iniciais duram cerca de 6 dias.

Posteriormente, o quadro evolui com piora dos sintomas acima e surge a vermelhidão no corpo, chamada de exantema. O exantema se inicia na face e progride para o restante do corpo, com duração em torno de 5 dias.

E no final do quadro, há uma descamação da pele, lembrando farinha.

O sarampo é considerado uma doença grave, e complicações como pneumonias, infecções de ouvido, diarreia e encefalite podem ocorrer.

Outras doenças podem ser confundidas com o sarampo, entre elas rubéola, escarlatina, roséola e dengue.

O diagnóstico do sarampo é basicamente clínico, ou seja, pelos sinais e sintomas da doença. Pode ser feito também por exame de sangue específico em alguns casos.

Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. Para os casos sem complicações, deve-se apenas manter a hidratação, a alimentação adequada e controlar a febre. As complicações devem ser tratadas.

A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença.  O esquema vacinal USUAL consiste em:

  • crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral: sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
  • crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice, com intervalo de 30 dias.
  • adolescentes e adultos até 49 anos:
  • 10 a 29 anos  -  duas doses das vacina tríplice;
  • 30 a 49 anos  - uma dose da vacina tríplice viral.

E não devem receber a vacina: menores de 6 meses; casos suspeitos de sarampo; imunocomprometidos; gestantes. As gestantes devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso estejam planejando engravidar, assegurar-se que estejam protegidas, através de exame de sangue; se não estiverem imunes, deverão ser vacinadas um mês, antes da gravidez.

Adolescentes e adultos que não têm certeza se receberam a vacina ou que tiveram a doença e não se lembram, não podem receber a vacina sem risco.

No caso de surtos da doença, como o que está ocorrendo em nosso país atualmente, há campanhas de vacinação, visando ampliar a cobertura vacinal.

Esta é uma vacina considerada segura, e os efeitos colaterais principais, mas pouco comuns são febre e dor local.

 

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel

Pediatra pela SBP

CRM: 104.671