Sarampo

O sarampo é uma doença causada por um vírus, do grupo Paramixovírus, considerada grave e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina.

Pessoas de todas as idades podem contrair a doença. A maior prevalência ocorre ao final do inverno e início da primavera, ou seja, em nosso país entre julho e outubro.

A contaminação ocorre através do contato com pessoas doentes, sendo transmitida por meio de secreções expelidas pela fala, tosse e espirro.  O contágio pode iniciar cerca de 4 dias antes dos sintomas até 5 dias após o aparecimento das manchas na pele (exantema).

Os sintomas da doença são: febre alta (acima de 38,5°C); vermelhidão generalizada (exantema) pelo corpo que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo; tosse e coriza; conjuntivite; pequenos pontos brancos na mucosa bucal, antes do exantema (manchas de Koplik).

Complicações como pneumonias, infecções de ouvido, diarreia e alterações neurológicas podem ocorrer.

Outras doenças podem ser confundidas com o sarampo, entre elas rubéola, roséola e dengue.

O diagnóstico do sarampo é basicamente clínico, ou seja, pelos sinais e sintomas da doença. Pode ser feito também por exame de sangue específico em alguns casos.

Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. Para os casos sem complicações, deve-se apenas manter a hidratação, o suporte nutricional e controlar a febre. As complicações devem ser tratadas.

A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença.  O esquema vacinal consiste em:

  • crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral: sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
  • crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice, com intervalo de 30 dias.
  • adolescentes e adultos até 49 anos:
  • 10 a 29 anos  -  duas doses das vacina tríplice;
  • 30 a 49 anos  - uma dose da vacina tríplice viral.

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente. E não devem receber a vacina: menores de 6 meses; casos suspeitos de sarampo; imunocomprometidos; gestantes. As gestantes devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso estejam planejando engravidar, assegurar-se que estejam protegidas, através de exame de sangue; se não estiverem imunes, deverão ser vacinadas um mês, antes da gravidez.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Atualmente, o país enfrenta surtos de sarampo devido à diminuição da vacinação.

 

Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel

Pediatra pela SBP

CRM: 104.671