CINTO DE SEGURANÇA NA GRAVIDEZ
O uso do cinto de segurança é recomendado para a gestante quando motorista ou passageira, além de ser obrigatório por lei. Mas muitas mulheres grávidas não o usam por não conhecerem a forma correta de utilizá-lo, por desconforto ou por pensarem que usar o cinto é perigoso para o bebê. Porém, na realidade, o seu uso oferece proteção na imensa maioria das ocasiões.
O uso correto e apropriado deste dispositivo deve ser estimulado e orientado pelos profissionais de saúde e pelos especialistas em Medicina de Tráfego.
Durante a gravidez, os acidentes de trânsito são a causa mais freqüente de mecanismo de trauma e de hospitalização, além da principal causa de morte do feto relacionada a trauma materno.
Ferimentos graves, traumas abdominais intensos e hemorragia provocados pelos acidentes de trânsito podem ocasionar morte do feto, mas o principal risco para o feto é que a mãe morra.
Os eventos adversos que são mais freqüentes em gestantes que não usam o cinto de segurança são: morte fetal, baixo peso ao nascimento devido a ferimentos maternos, prematuridade, descolamento prematuro de placenta, hemorragias no parto e ruptura do útero.
Através de estudos, concluiu-se que o cinto de segurança de três pontos confere proteção superior para a mãe e para o feto quando comparado ao simples (abdominal).
O posicionamento do cinto que proporciona maior segurança é:
faixa abdominal posicionada o mais abaixo possível do abdome, ao longo dos quadris, na parte superior das coxas;
faixa diagonal posicionada lateralmente ao útero, entre as mamas, devendo cruzar o meio do ombro.
Os benefícios do uso do airbag na gravidez superam os riscos, desde que a gestante utilize corretamente o cinto de segurança, afastando o banco para trás o máximo possível.
Dra. Fernanda Formagio de Godoy Miguel
Pediatra
CRM: 104.671